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atualizado até dezembro de 2010

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Breve história do futebol na Abecásia


Breve história do futebol na Abecásia

Antônio Coelho de Souza do Nascimento*

Em 1908, o futebol foi introduzido na Abecásia. O Veni Vini Vinci da Escola Real de Sucumi foi o pioneiro. Esses primeiros times de futebol que se formaram surgiram no meio estudantil. O Eagle (o mais bem sucedido entre eles), o Slobdka, o Esperança e o Diana foram alguns dos que apareceram nas escolas gregas, armênias, russas e georgianas existentes em Sucumi, capital do país.
Entre 1910 e 1912 vários amistosos foram disputados. Em 1912 ocorreram jogos amistosos com times de Batumi (República da Ajária) e Poti (República da Geórgia). Em 1913 uma Seleção Nacional da Abecásia visitou com jogos amistosos a Geórgia (cidade de Poti, antiga Fásis) e Batumi na Ajária. Depois de 1917 apareceram equipes de futebol em Ochamchira, Gagra e Gali.
Em 1921 é organizado o primeiro time da Abecásia Soviética, o Soyus (União). Em 1922 o Soyuz/União joga com uma equipe de Batumi (Ajária). No mesmo ano é organizado o Olympia que se junta ao Rae e ao Unitas, como os melhores times da Abecásia dos anos 20.
Em 1923 uma Seleção da Abecásia bateu a um time de marinheiros ingleses por 4a0.
As primeiras competições oficiais foram iniciadas em 1923. A partir daí surgem o Mestran, o Rabis, o Rally, o Thunderbird e, mais tarde, o Dínamo e o Vodnik.
Em 1925 os times abecases passaram a competir no campeonato georgiano. Em outubro desse mesmo ano uma seleção Abecásia jogou no Donbass, no território de Krasnodar, no Cáucaso Norte e em Baku (capital da República do Azerbaijão).
Em 1927 o campeonato abecase passou a ser disputado por 11 equipes.
Nos anos 30 as equipes abecases estão envolvidas no campeonato georgiano.
No período que compreende a Segunda Grande Guerra Mundial é organizado localmente uma Copa da República, por conta do conflito mundial.
Nos anos 50 o número de equipes abecases já atingia a quantidade de 40 clubes organizados.
Os clubes da Abecásia participaram dentro da estrutura da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas até o seu colapso em 1991. Nesse mesmo ano é auto proclamada a independência da Abecásia, o que altera toda a estrutura existente até então.
A luta que se segue entre abecases e georgianos é violenta. As representações institucionais do país são usadas para consolidar a nacionalidade abecásia. A Rússia nesse jogo geopolítico é a sua única aliada. Assim, o futebol, é utilizado para uma auto-afirmação, tendo por base a organização de uma federação própria que passe a gerir o seu próprio futebol.
Nesse sentido muitas equipes foram reorganizadas na própria Abecásia após a deflagração do conflito entre abecases e georgianos. O êxodo de georgianos, buscando proteção contra a luta separatista, os levou à formação de “clubes no exílio” como ocorreu com o Dínamo de Sucumi e o Gagra que montaram uma nova sede em Tíflis (Tblisi), capital da Geórgia. Esses times foram "refundados" em sua origem na Abecásia.
Em termos internacionais o não reconhecimento pela ONU e pela FIFA tem dificultado a movimentação de sua seleção nacional e de seus times, pois são impedidos de realizarem jogos contra seleções ou times que fazem parte da Associação de Futebol Internacional ou das entidades filiadas a ela.

* O Professor Antônio Coelho de Souza do Nascimento é Geógrafo, Mestre em Educação, Pesquisador em História e Futebol, mantém os blogs - http://prof-antonio.capesp.org/, http://antoniocoelhoensaios.blogspot.com.br/ e http://educambmaua.blogspot.com.br/ 

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